Aprendizagem Ativa

Muitas inovações têm surgido com relação aos métodos de ensino-aprendizagem influenciadas por novas pesquisas e modelos comportamentais provenientes da educação, da cognição, da neurociência e da psicologia. Emergem assim os métodos de Aprendizagem Ativa, em que o papel do professor passa a ser de um mediador do aprendizado, enquanto o aluno assume o papel de protagonista do processo de aquisição de seu próprio conhecimento.

Muitos docentes da USP vêm utilizando com sucesso algumas destas novas metodologias, trazendo benefícios significativos para este processo tão carente de reelaboração e aprimoramento. A demonstração deste uso aparece especialmente nos Congressos de Graduação, evento anual promovido pela Pró-Reitoria de Graduação, que se consagrou como importante ponto focal de debate sobre o ensino na graduação.

Neste cenário identificamos alguns casos de sucesso, que mostramos a seguir no formato de depoimentos de professores sobre o uso de Aprendizagem Ativa. Indicamos também algumas importantes referências sobre os métodos mencionados.


SCALE-UP (Student-Centered Active Learning Environment with Upside-down Pedagogies) – Profa. Dra. Carmen Pimentel Cintra do Prado

Sobre a Professora Carmen Pimentel Cintra do Prado

A Profa. Carmen fez a graduação (1976), mestrado (1979), doutorado (1985) e livre-docência (2000) no IFUSP. Atualmente é professora associada (MS-5) em regime de dedicação exclusiva da Universidade de São Paulo, no Departamento de Física Geral. Tem experiência na área de Física teórica e computacional, com ênfase em Física Estatística, Caos, Sistemas Dinâmicos e Simulação Numérica, atuando principalmente nos seguintes temas: caos em sistemas dissipativos, fractais, criticalidade auto-organizada, dinâmica de terremotos, modelagem de sistemas complexos em biologia e sociologia.

O SCALE-UP tem sido aplicado nas disciplinas Física I e II dos cursos de Física e Geofísica no nível Graduação. Além da Profa. Carmen, os seguintes docentes do IFUSP fazem parte da equipe responsável pela aplicação deste métodos nestas disciplinas:

Prof. Dr. Alexandre Correia
Prof. Dr. André Vieira
Prof. Dr. José Roberto de Oliveira
Prof. Dr. Márcio Varella
Profa. Dra. Maria Teresa Lamy
Prof. Dr. Renato Higa
Profa. Dra. Vera Henriques

Quer saber mais sobre SCALE-UP? Sugerimos as seguintes referências: 
Colóquio: SCALE-UP – Experiência de Aprendizado Ativo no IF – realizado no IFUSP em 25/08/2016 (vídeo do IPTV)
Proposta SCALE-UP (site do projeto proposto e desenvolvido pela North Carolina State University)
Palestras de Eric Mazur (vídeo)
Editorial convidado: aprendizagem ativa; Vera B. Henriques; Carmen P.C. Prado; André P. Vieira; Rev. Bras. Ensino Fís. vol.36 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2014, Print version ISSN 1806-1117
The initial knowledge state of college physics students; I.A. Haloum and D. Hestenes, Am. J. Phys. 53, 1043 (1985).
Interactive-engagement versus traditional methods: A six-thousand-student survey of mechanics test data for introductory physics courses; R.R. Hake, Am. J. Phys. 64, 66 (1998). doi: http://dx.doi.org/10.1119/1.18809
Active learning increases student performance in science, engineering, and mathematics; Freeman et al., PNAS 111, p. 8410, 2014.
Large-scale comparison of science teaching methods sends clear message; Carl Wieman, PNAS 111, pg 8319, 2014.


Mapas Conceituais – Prof. Dr. Paulo Rogério Miranda Correia

 

Sobre o Professor Paulo Rogério Miranda Correia

O prof. Paulo é formado em Química pela USP (2000), com mestrado (2001) e doutorado (2004) na área de Química Analítica. Foi contratado em 2005 como docente da Escola de Artes, Ciências e Humandades (EACH/USP Leste), onde permanece desde a fundação da unidade. Ele coordena o Grupo de Pesquisa Mapas Conceituais, que conta com alunos de iniciação científica e de pós-graduação. É orientador credenciado no Programa de Pós-graduação Interunidades em Ensino de Ciências da USP desde 2005 e no Programa de Pós-graduação em Educação da FE/USP desde 2010. Foi o chairman da Sexta Conferência Internacional sobre Mapeamento Conceitual (CMC-2014), organizado em parceria com o Institute for Human and Machine Cognition (IHMC). Atualmente, sua linha de pesquisa está relacionada com o uso do mapeamento conceitual como ferramenta para a gestão da informação e do conhecimento. O principal interesse dos projetos de pesquisa consiste na utilização de mapas conceituais para estimular a aprendizagem significativa e colaborativa no ensino superior.

Quer saber mais sobre Mapas Conceituais? Sugerimos as seguintes referências:

Por que vale a pena usar mapas conceituais no ensino superior? Artigo publicado na revista Grad+

Mapas conceituais: tornando visíveis as estruturas de conhecimento durante o processo de ensino-aprendizagem – Vídeo da Apresentação plenária durante o I Congresso de Graduação da USP

Como fazer bons mapas conceituais? Estabelecendo parâmetros de referências e propondo atividades de treinamento – Artigo sobre treinamento na técnica de mapeamento conceitual

Como elaborar bons mapas conceituais? – Vídeo aula gravada para a UNIVESP